quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Aprendizagem





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O ser humano vai aprendendo durante toda a vida. “Nascer e ingressar em um mundo onde se é obrigado a aprender” ( Charlot, 2000, p.84).
Nasce dependente, sozinho não sobrevive, pois precisa se alimentar, se vestir, locomover, etc. essa dependência possibilita a aprendizagem. O ser humano então vê a necessidade de aprender, mesmo que por acaso ou intencionalmente. Na aprendizagem estão envolvidas questões que parecem simples como reforço, emoção e transferência. Nas diferentes dimensões desde as filosóficas, históricas e até psicológicas fazem parte do contexto de aprendizagem.
A curiosidade como elemento importante na construção da aprendizagem faz parte do universo da criança. O educador tem o papel fundamental: instigar na criança essa curiosidade para o ato de aprender.
Nossos alunos estão sempre aptos a aprender, cabe a nós educadores saber despertar no aluno a vontade de aprender.



terça-feira, 29 de agosto de 2017

AS INTERDISCIPLINAS 2017/2: minhas expectativas em relação às interdisciplinas


            No segundo semestre deste ano teremos Psicologia II. A psicologia é sempre bem vinda, pois temos que, e precisamos compreender  melhor os nossos alunos e as pessoas com as quais convivemos no nosso cotidiano, para um relacionamento melhor. A psicologia  nos fornece suportes teóricos e práticos para que como professores possamos entender o comportamento humano e poder estar lidando melhor com o aluno.A interdisciplina sobre a educação de pessoas com necessidades especiais é parte relevante em nossa licenciatura. Há alguns anos atrás esse assunto não era abordado com muita ênfase nos bancos das universidades. Saber trabalhar com pessoas com necessidades educacionais especiais se faz necessário ,pelo fato de estarmos trabalhando em escolas de inclusão. Muitos de nós professores não nos sentimos preparados para lidar com a inclusão. Penso que será de grande auxílio essa interdisciplina em nossas vidas e  nas práticas docentes. Embora eu tenha participado de cursos de formação continuada na área da educação especial e ter feito uma pós em educação inclusiva, acredito que sempre é proveitoso estar adquirindo conhecimentos nessa área. Temos que fazer a diferença na vida escolar de nossos educandos. E de encontro ao que mencionei Boaventura afirma “ Temos o direito de ser diferente quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza , alimente ou reproduza as desigualdades”. De acordo com a fala desse autor, penso que ao trabalhar com a inclusão temos que ter a consciência de que ao invés de incluir, estar excluindo o aluno, e como isto acontece?  Acontece quando lido com ele totalmente diferente dos demais, tratando-o muitas vezes como incapaz, pessoa digna de pena e em muitos momentos menosprezando suas capacidades. Acredito que eu como professora devo direcionar meu foco para as potencialidades do meu aluno sempre o incentivando e mostrando que ele é capaz.A filosofia, uma das interdisciplinas desse semestre, é importante para o conhecimento, pois nos leva a pensar e refletir sobre vários aspectos. Nós seres humanos precisamos pensar e repensar sempre. Pensar com o auxilio de estudos filosóficos só irá enriquecer cada vez mais o nosso conhecimento.A questão étnica racial, outra interdisciplina, se faz importante para nos auxiliar em nossas aulas como professores e na  vida cotidiana, também precisamos lidar com as questões raciais, questões de preconceitos ao que é diferente do convencional, estipulado por uma sociedade que dita o que é convencional. Essa questão precisa ser discutida e rediscutida em todos os setores, sendo o principal, as salas de aula, faz parte da formação do cidadão. As minhas expectativas para o segundo semestre são muito boas, pois acredito que o Eixo 6, vai nos trazer ótimas abordagens, como vem acontecendo nos eixos anteriores. A cada semestre os nossos conhecimentos vão evoluindo.




Fim do primeiro semestre e início do segundo

1                            Cheguei ao fim de mais um semestre, sensação de dever cumprido, não com êxito, mas com muito esforço. Esforço talvez por não conseguir ainda me organizar com o tempo no tempo.
 Chegamos aofFim de um recesso que foi proveitoso para descansar a mente. Será que se descansa a mente? Mas enfim, serviu para também refletir sobre organizações para o próximo semestre, para que não me sinta tão atarefada com as atividades das interdisciplinas.
Para trás ficou o tempo que me proporcionou grandes aprendizagens que levaram a novos conhecimentos. Conhecimentos estes que com certeza já estão fazendo a diferença no meu cotidiano, tanto na vida profissional quanto na pessoal.

Síntese Reflexiva

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A cada final de semestre nos é proposto fazer uma síntese reflexiva do semestre.
A síntese é o momento em que se faz uma reflexão e se expõe na teoria todas as aprendizagens adquiridas ao longo do semestre nas interdisciplinas.
No semestre I de 2017, para fazer a síntese nos foi apresentado 3 grandes temas para ser abordado durante o desenvolvimento da escrita e dentro desses temas estavam palavras chaves para fazer parte do contexto escrito, sendo a nossa escola de atuação como foco principal.
Esta síntese para mim, foi bastante significativa, pois coloquei na teoria o que vivenciei na prática, sem deixar de lado o embasamento teórico, sugerido nas orientações para realizá-la, fornecendo assim um referencial do que eu escrevi.
Na síntese reflexiva se faz a “visualização” do que se aprendeu. Possibilita assim uma reflexão sobre o que se aprendeu e como  se desenvolve as aprendizagens.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Workshop de Avaliação

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                 No dia 25 de julho, foi o dia em apresentei mais um workshop de avaliação.
O workshop é o ponto máximo das aprendizagens, pois é onde concluímos o que aprendemos no semestre.
A avaliação tem ocorrido durante o desenvolvimento das aprendizagens nas interdisciplinas, tendo o workshop como ponto culminante das aprendizagens. De acordo com Hofmann ( 2000) a avaliação mediadora se desenvolve em benefício ao educando e dá-se fundamentalmente pela proximidade entre quem educa e quem é educado. Esse procedimento de avaliação é presente em todos os semestres cursados até aqui.
Eu como professora também faço as avaliações das aprendizagens de meus alunos, durante o decorrer das atividades propostas. É nas observações diárias que percebo o que eles estão aprendendo e o que eles precisam aprender e como aprendem. Também percebo no que devo recuar em conteúdos para resgatar alguns conteúdos em que a  aprendizagem não ficou boa.
 A cada workshop, ficam evidentes as aprendizagens adquiridas ao longo do semestre.



segunda-feira, 3 de julho de 2017

P.P.P


De acordo com a professora Ilma Passos Alencastro Veiga , o P.P.P. de uma escola nada mais é do que uma tomada de decisões democrática.
É um movimento coletivo que convoca professores e funcionários e enfim a comunidade escolar, centrado na solidariedade e deixando de lado a solidão.
Na minha escola esse mês nos reunimos para estar reformulando o P.P.P. para os próximos 3 anos. Lemos o atual, discutimos possíveis mudanças, elegemos as questões que precisam ser mudadas e as que devem permanecer, de acordo com que a comunidade escolar almeja para a escola.
A diretora disse que deixaria uma cópia do P.P.P. na sala dos professores, após as atualizações. Essa atitude é importante para que qualquer pessoa da comunidade escolar tenha acesso ao P.P.P para se informar e estiver constatando na pratica as ações do projeto.
Do projeto sai o regimento, documento muito importante, onde constam as normas, os conteúdos e matriz curricular entre outros.
A LDBEN se refere ao P.P.P. de uma escola, como documento que contem a proposta pedagógica da escola.
O P.P.P. é concebido dentro de duas perspectivas:
Técnica é mais um modismo, surge por força da lei.
Edificante é emancipador, está calcado nas finalidades da educação brasileira.
Expresso no artigo 2º da LDB, o projeto é o pleno desenvolvimento do aluno, o preparo para a cidadania exercício para o trabalho.
Então cidadania, pessoa e trabalho é o compromisso maior que o PPP pode ter.

Fundamentado na entrevista com a professora Ilma Passos Alencastro Veiga, Pós doutora em educação.

Eleições para diretores


Este assunto esteve em evidencia há alguns dias. Pois houve um impasse em que se tornou necessário discutir as eleições de diretores. Mas depois parece que ficou como estava: a comunidade escolar escolhe seus diretores através de eleições, com tudo documentado; o prefeito assina como sua indicação.
Vítor paro, professor da USP, São Paulo defende as eleições para diretor como politica de  gestão democrática , porque o diretor é escolhido pela comunidade escolar. Segundo esse autor , concurso para gestão escolar pode fazer do gestor com o passar do tempo, alguém com pouca motivação. Caindo assim a qualidade de sua gestão.
O referido autor afirma que diretor indicado pelo administrador do município, faria deste gestor alguém a seu serviço e não a serviço da escola.
Eu concordo com Paro, de o melhor e mais democrático são as eleições de diretores.

O diretor eleito pela comunidade escolar é alguém que se dispõe a representa-la e trabalhar por essa comunidade. 

Transformações na convivência

                     






                   De acordo com Maturama, ao vivermos no mundo e, portanto fazer parte dele vivendo com outros seres vivos compartilhou com eles a nossa vivência. Vamos construindo o mundo em que vivemos ao longo de nossas vidas.
  Nós somos responsáveis pela qualidade de vida que temos.
  Varela e Maturama mostram que o mundo não é pronto somos nós que o construímos ao longo de nossas vivências. Eles afirmam a importância dos nossos atos no mundo e na construção dele.
  Os efeitos de uma experiência vivida não são previsíveis. Vão de acordo com a realidade do observador.
  Depende de nossas vivências e de como nos encontramos emocionalmente.
  Muitas vezes nós dizemos que estamos num mau dia. Talvez porque algo deu errado, e não era o que se pretendia. Essas complicações também acabam mexendo com nossas estruturas em sala de aula. Tem dias que nós professores temos a impressão de que nada da certo ou que os alunos estão agitados. Na verdade o observador não se pergunta pela origem de suas habilidades cognitivas e as aceita como propriedades constitutivas suas.
  Nosso explicar tem a ver com a maneira de como nos encontramos com o outro.  Acabamos ás vezes não aceitando a posição do outro. Queremos impor a nossa e se o outro não concordar ele é contra nós.
  Na convivência com o outro, na conversação que a ação da emoção acontece. Quando a conversação muda de rumo, a nossa emoção muda. Há conversação hierárquica na base do medo e outros na base do amor. Levando isso para as relações do nosso cotidiano escolar entre professor e alunos podemos ver que as emoções influenciam nas posições em relação a aprendizagem: hora facilitando outra tornando difíceis.
  Vai depender de como lidamos com nossas emoções e com as de nossos alunos. O bom ou mau relacionamento durante as praticas pedagógicas vai depender dessas emoções.
  Ao longo da minha carreira no magistério tenho percebido a importância do saber conviver.

domingo, 4 de junho de 2017

Professor reflexivo

O que é ser reflexivo nos tempos de hoje?
Embora o ser humano, seja guiado por impulsos, hábitos, tradições ou submissões à autoridades; a reflexão está  em ter vontade, pensar, questionar e ser curioso na busca da verdade e da justiça.
No momento em que o professor dedica momentos de sua vida diária para pensar em suas atividades como educador e mediador do conhecimento em relação a aprendizagem do aluno. Ele consegue perceber onde deve avançar em relação a conteúdos com os alunos e percebe também quando deve recuar para resgatar partes que não ficaram bem claras.
O instrumento que permite ao professor essa reflexão é a avaliação que ele faz do seu aluno e ao mesmo tempo se avalia também.
Eu tenho constantemente feito avaliações diárias através da observação no desempenho de meus alunos em relação às aprendizagens. Esta atitude tem me dado direção na mediação do conhecimento dos meus alunos.
 O olhar observador e atendo a cada aluno me permite ver aquele que aprende mais rápido, aquele que é mais demorado e aquele que precisa que eu esteja ainda mais próximo incentivando-o.
A avaliação não serve para medir o quanto o aluno sabe, serve para verificar o que ele precisa aprender ou melhorar.

Os tempos de hoje, em meio a muitas tarefas diárias, exigem do individuo uma postura acelerada, vivendo várias situações quase ao mesmo tempo, talvez pela influência da internet e consequentemente da globalização, faz se necessário sermos reflexivos.

Projetos de trabalhos





Imagem relacionada       O autor Fernando Hernández, faz questionamentos em relação o cotidiano da escola, deixando em evidência com função determinadas disciplinas entram no currículo e outras não? Com que frequência o professor conquista a participação ativa do aluno? O que eles apendem deles mesmos e do mundo que os rodeia? Diante do exposto, preocupado por um lado de ensinar à relacionar e por outro , a pesquisa  a partir de situações relacionadas com problemas da vida real e próxima dos alunos, o autor propõe a organização do currículo por projetos de trabalhos. Onde o conhecimento escolar é organizado a partir de grandes temas-problemas que permitam não só explorar campos fora da escola, mas também ensinar aos alunos uma série de estratégias de busca, ordenação, análise, interpretação e representação da informação que lhes permitirá explorar outros temas e questões de forma mais ou menos autônomas.
O currículo nesse caso objetiva o aluno a ser pesquisador, a buscar e explorar os assuntos do tema proposto pela escola. Isto implica na mudança de limites e na organização do tempo e espaço de acordo com a vontade do aluno. O autor tem a consciência de os projetos de trabalho não seria a solução dos problemas encontrados no ensino, mas acredita que estes podem desenvolver capacitações que podem corresponder às necessidades do mundo do trabalho e da vida nas sociedades.
Muito se tem pensado sobre a educação, sabe-se que há diversas mudanças ocorrendo no sentido de torná-la mais significativa. São muitas as propostas como a de Fernando Hernández. Mas precisa ainda mais reflexões a respeito da educação, levando em conta todo o contexto social em que a escola está inserida.



Bibliografia consultada: Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalhos. Fernando Hernández


Organização da escola




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Não cabe mais a escola a exclusividade na função de divulgação do conhecimento científico, diante da velocidade acelerada das transformações tecno-científicas, os conteúdos administrados nas diferentes disciplinas escolares não acompanham as qualidades exigidas nos perfis profissionais do mercado de trabalho, aponta Fernando Hernández. Se um dos objetivos da escola é preparar profissionais para o mercado trabalho, então é preciso reorganizar a escola, quanto ao currículo, reestruturando a grade, de maneira que venha a suprir as necessidades demandadas pelas profissões modernas.




Bibliografia consultada: Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalhos. Fernando Hernández

Métodos globalizados



Os  métodos globalizados pretendem  serem transformados em uma disciplina totalizadora, tendo a sua perspectiva centrada no aluno e em suas necessidades educativas, segundo Antoni Zabala.
De acordo com esse autor, existem diversos métodos que podem ser considerados globalizadores: como o centro de interesse de Decroly; Sistema de projetos de kilpatrick; Projetos de trabalho global; Investigações de médio do MCE, etc. Todos partem de uma situação real: Conhecer um tema, realizar um projeto, resolver umas indagações e elaborar um conjunto de informações.
Esses métodos estão de acordo com o projeto de aprendizagem, que desenvolvemos com nossos alunos, para a Interdisciplina Projeto Pedagógico em Ação.  Nesses projetos e no Projeto de Aprendizagem tem em comum o aluno, como figura central do projeto. Onde o tema a ser desenvolvido deve ser motivador  e tem que ser do interesse do aluno.


Bibliografia consultada: La práctica educativa.

Cómo ensenãr. Antoni Zabala Vidiella

Estado moderno


O estado que tinha uma educação baseada no modo de produção feudal começa a superação desse modelo de educação, principalmente com o surgimento do capitalismo mercantil, que tinha lei divina como fundamento das hierarquias, começa a ser substituída pela formulação dos direitos naturais e atribuição do Estado da realização do bem comum.

O Estado passa a ser compreendido como instituição humana e sua legitimidade como vinda da vontade popular. O soberano passou a ser visto como mandatário do povo dentro do Estado, deixando seu poder de ser patrimonial, surgindo o Estado Moderno; o qual não permite que sua autoridade dependa de outra autoridade, no caso a igreja, tornando-se uma coisa distinta da Sociedade Civil, separando o bem público do bem privado.


Bibliografia: O Estado Moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática. Artigo de Neusa Chaves Batista