Mostrando postagens com marcador Infâncias de 0 a 10 Anos.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Infâncias de 0 a 10 Anos.. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Escola e a modernidade





                   Para mim é bastante desafiante a escola competir na modernidade. O aluno está atraído pelas mídias, e consequentemente ficam cada vez menos  interessados em estudar. A escola pública dispõe de poucas tecnologias, e quando tem não abrange uma classe com trinta alunos, internet que não comporta a demanda, tornando o trabalho do professor ineficiente. Eu como professora tenho procurado utilizar a sala de informática para pesquisas e algumas interações com os conteúdos trabalhados ou a serem trabalhados. Mas encontro obstáculos como os citados acima. Os livros didáticos são alguns recursos oferecidos ao aluno, para auxiliá-los em suas aprendizagens. Mas ainda temos salas lotadas, permitindo dispor os alunos um atrás do outro, sem muitas dinâmicas. Um tempo atrás li um texto em que o personagem central, vinha do século XIX, visitar a humanidade no século XX. Ele encontrou muitas mudanças e quando chegou na escola, disse se sentir no seu século, pois ainda encontrava as carteiras escolares dispostas uma atrás da outra. Isto é uma crítica a uma situação que vivemos nos dias atuais na maioria das escolas públicas.
A escola pública caminha a passos lentos ao encontro da modernidade.



Mídia e o consumo na produção da infância moderna








             A mídia é um poderoso espaço produtor de culturas infantis. Dentre as várias infâncias constituídas, torna-se cada vez mais evidente o quanto as crianças são compreendidas atualmente como uma lucrativa possibilidade de investimento num tempo em que o marketing infantil cresce vertiginosamente. Mudanças nas relações estabelecidas entre adultos e crianças, bem como o surgimento de uma nova produção da subjetividade em função da organização do cotidiano pela mídia e o modo como a experiência das crianças, dos jovens e dos adultos vem se transformando na sociedade de consumo. Temos multiplicadas e aprimoradas estratégias de mercado  destinadas às crianças que geram pequenos e fiéis consumidores. Vivemos um tempo em que somas significativas do orçamento de marketing brasileiro e internacional visam atingir a criança de diferentes formas. Vivemos um tempo no qual nossas crianças nasceram na era do consumo e são persuadidas para seguir as lições da educação continuada ou para o ato de consumir. Isto é bastante evidente no dia a dia da criança e do adolescente, quando eles procuram ir para a escola com mochilas, roupas, calçados, matérias escolares de determinadas marcas, divulgadas em comerciais da mídia. De alguma maneira o outro que não tem condições de comprar, acaba se sentindo quase obrigado a adquirir, isto é, o jovem dita a moda para sua “tribo”. A criança também é influenciada pelo colega, a andar na moda.


        Umas das normas da escola onde eu trabalho, é o uso obrigatório do uniforme. Em minha opinião, esta medida é muito importante, entre outras,  impede de alguma forma o desfile de modas, consumo desnecessário, ao mesmo tempo em que alguns não se sentem constrangidos por não ter poder aquisitivo para tal consumo.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A infância e a mídia







          A infância moderna está refém da mídia.
Se não houver uma participação mais efetiva do adulto, interferindo nos acessos às mídias, as crianças permanecem muitas horas por dia diante do computador, celular e outros aparelhos eletrônicos. Deixam de interagir pessoalmente com o outro e passam a interagir com o meio virtual.
A mídia interfere significativamente nos modos de viver da criança. Ela quase não brinca com as outras crianças. Crianças brincando na rua, pouco se presenciam. Talvez por causa da violência, cada vez maior e assustadora. E por isso os pais permitem que seus filhos fiquem na interação virtual.
No mundo moderno, as mães cada vez mais estão presentes no mercado de trabalho, e devido a isso, tem pouco tempo com seus filhos, deixando-os mais tempo diante das mídias. A mídia dita a moda e o consumo para as infâncias da modernidade.
Não quero dizer que a mídia é algo ruim para a infância, mas que a criança precisa ser monitorada pelo adulto. Que o exagero pode ser prejudicial, na formação da personalidade, na construção do caráter, ética e noção de moral para essas infâncias.