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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Fatores que interferem no processo de alfabetização










       São muitos os fatores que podem interferir no processo de aprender, muitos deles de ordem patológicas, sociais e/ ou emocionais.    

      Ensinar e aprender não depende unicamente do professor em aplicar os conteúdos, mesmo que seja de forma dinâmica e criativa, pois o processo ensino aprendizagem é complexo e abrangente por estar ligado ao contexto sociocultural de cada indivíduo. Aprendizagens dos alunos estão ligadas, na sua maioria a fatores externos à escola e que influenciam diretamente no desenvolvimento da aprendizagem. A falta de formação e pouco conhecimento das teorias da aprendizagem por parte dos professores é fator que impede tomada de decisões de forma segura, não havendo projetos de intervenção para ajudar os alunos na superação de suas dificuldades na escola. Em relação ás famílias, o baixo nível escolar e socioeconômico dos pais/mães reflete no pouco acompanhamento dos estudos do filho e controle da sua conduta na escola. Eu me preocupo muito com a aprendizagem do meu aluno, quando percebo que ele precisa ser encaminhado para o atendimento especializado, o encaminho para que juntos descobrissem como ajudá-lo a aprender. Mas quando tem a negligência familiar, fica complicado. O aluno que falta muito tem sua aprendizagem escolar prejudicada. A família é notificada, a criança volta a frequentar e depois volta a faltar, sem motivos significativos. Deixa-me um pouco angustiada, por não estar conseguindo que determinado aluno frequente. As desculpas são variadas, desde a distância, o não acordar a tempo de vir, cuidar de irmãos para mãe trabalhar, etc. A  pouca importância que algumas famílias dão aos estudos de seus filhos, tem levado muitos alunos ao fracasso escolar. Algumas pensam: “Eu não estudei e estou bem, trabalhando, o estudo não me fez falta eu não gostava de estudar”. E por isso não incentivam seus filhos. Ainda bem que é minoria. 

A escrita

  

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A necessidade de se comunicar através de códigos originou a escrita. Os primeiros vestígios são registrados bem antes da era Cristã. Através dessas produções, a humanidade chegou a atual escrita que usamos atualmente. O interessante de tudo isso é que o interesse pela escrita é desenvolvido em nós, e a escola tem um papel fundamental nesse processo. Eu como professora observei que o aluno tem interesse em aprender, mas vai depender também da metodologia usada pelo professor. Se o professor perceber no decorrer de suas atividades e práticas, às vezes, a necessidade de rever sua metodologia, irá fazer a diferença no aprendizado do aluno. A criança mesmo pequena, quando não sabe o que está escrito ela pergunta, ou ela inventa fazendo suposições sobre o que vê, porque tem interesse em saber o que aquela imagem ou escrita tem a dizer e ela tente de alguma maneira fazer rabiscos que para ela são escritas.




quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Desafio da prática pedagógica








                             Para nós professores a prática pedagógica traz muitos desafios: como dar conta de fazer o aluno adquirir o conhecimento, na era pós- moderna, que tem muitos atrativos que interferem no interesse da criança e principalmente do adolescente em estar focado nos seus estudos. Para realizar as práticas são necessário ao professor além do conhecimento, a competência para desenvolver habilidades que possibilite ao aluno a aprendizagem de fato do conteúdo escolar.
O professor tem que ser atento e observador do fazer discente.
Há algum tempo, quando eu trabalhei numa turma de alfabetização, eu pensei que uma aluna estava lendo e escrevendo sem dificuldades. Mas quando passei a observar melhor, percebi que ela não sabia. Ela copiava da colega. Em tempo conseguimos reverter a situação.
Através da observação diária podemos verificar como o aluno aprende e o que ele precisa aprender. Esta experiência,  percebo quando estou circulando entre meus alunos, enquanto desenvolvem uma atividade. Vejo as maneiras diferentes que eles tem para fazer suas tarefas.
Aprendemos que o aluno não é uma tábula rasa, onde o professor deposita seu conhecimento, como se o aluno nada soubesse. Partindo da realidade do aluno, a prática pedagógica vem acrescentar o que ele ainda não sabe, permitindo uma aprendizagem significativa. O desafio da prática docente é possibilitar um aprendizado de qualidade contemplando as diversidades dentro da sala de aula.

Aprender a ler





         O ato de aprender a ler envolve processos desde a vontade de aprender até o estímulo que vem do professor e da família. Ler nem sempre é uma tarefa fácil, pois a criança precisa de um professor bem preparado para despertar nela o interesse pela leitura.
    Na disciplina de Alfabetização possibilitou aprender que  a criança é um ser ativo que elabora hipótese sobre  leitura e a escrita. É dever do professor saber trabalhar os níveis de escrita em que a criança se encontra para poder avançar em  níveis que ela esteja precisando superar, possibilitando a ela o ato de ler.
 Em 2007 eu trabalhei numa turma de alfabetização, antiga primeira série. Nos primeiros dias de aula fiz uma testagem com cada aluno para saber em que nível se encontrava, para depois criar com eles grupos de maneira em que cada grupo ficasse alunos de níveis diferentes.
        O meu objetivo era que cada um ajudasse o outro. Trabalhamos vários gêneros textuais, mesmo a criança não sabendo ler, isso a colocava diante de diversas escritas. Reconheciam letras do seu contexto, e descobriam outras faziam ligações com seu nome, nome dos colegas e parentes. Cantavam canções que conheciam e observavam a escrita. Essa experiência foi muito boa, pois a aprendizagem do aluno partia de um todo para partes. Enquanto que em outros anos eles partiam de uma parte ( letras e sílabas) para um todo. Foi possível constatar que a criança se alfabetiza também e com possibilidades criar textos e frases criativas e não frases como: “ A casa é bonita”. Ou “O Ivo viu a uva”. Quando se estava trabalhando, por exemplo, a letra “v”.