quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Uma reflexão sobre história única

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Assisti ao vídeo de uma nigeriana chamada Chimamanda Adichie, sobre o perigo da história única. Onde ela faz várias abordagens que possibilitam pensar sobre o perigo de se repetir a mesma história, sem dar a oportunidade de ver outras versões da mesma história. Ela disse que história tem sido feita para expropiar e tornar malígno.
Então eu remeto essa frase a escravidão no Brasil, o que fez a história na vida dos africanos que vieram para cá na condição de escravos?
Será que eles só conseguiram serem escravos, não contribuíram em nada com o Brasil, a não ser a mão de obra gratuita? Mas é o que a história passou nos bancos escolares.
O indígena como a história conta suas situações? Suas contribuições?
O que a história repetida muitas vezes fez com a aprendizagem dos alunos?
Como mencionou Chimamanda, que muita gente que se refere a África como um país. E diz mais, que as histórias podem também ser usadas para capacitar e humanizar. Que a história pode destruir a dignidade de um povo, mas também pode reparar essa dignidade perdida.
A nigeriana citada aqui, me fez pensar sobre essas questões, de quanto é importante ter conhecimento e ver que não existe um lado só , não devemos por uma única ótica. 

O perigo da história única

             



A contadora de história Chimannda adichie, me levou a várias aprendizagens e refletir sobre o perigo da história única. “Ela disse: nós somos impressionáveis diante de uma história”. Eu na maioria das vezes fiquei com história única contada nos bancos escolares, sem nenhum questionamento.
O acreditar como verdade tudo que foi passado como história fez de mim uma pessoa passiva, sem maiores questionamentos, fácil de ser manipulada pelos veículos de comunicação. Mas com o passar dos tempos a gente vai aprendendo e depois desse vídeo vi o quanto é perigoso a história única. Assim foi na história do negro no brasil. “ mostre um povo como uma coisa, como somente uma coisa repetidamente e será oque eles se tornarão” falou Chimannda.  E a Chimannda fala que a consequência de uma história única é que ela rouba das pessoas sua dignidade.
E eu afirmo que por muitos anos foi roubada a dignidade do povo negro brasileiro. E até hoje a luta continua para que sejamos reconhecidos como cidadãos com direitos de ir e vir.
Segundo a autora, histórias podem destruir a dignidade de um povo, mas histórias podem reparar essa dignidade perdida.
Na atualidade percebo que o nosso país está se esforçando para recuperar a dignidade perdida tanto do negro quanto a  do índio, mas muito ainda tem que ser feito, pois a história única causou muitos prejuízos a essas etnias.
Finalizo com mais um pensamento de chimannda” quando nós rejeitamos uma única história, quando percebemos que nunca há apenas uma história sobre nenhum lugar nós reconhecemos um tipo de paraíso”.


sábado, 14 de outubro de 2017

Diversidade






Segundo o dicionário Escolar ( 2009, p.184), diversidade é diferença; dessemelhança. Aquilo que é diferente, faz parte da diversidade, isto é as diferenças formam a diversidade.
Neste contexto há várias diversidades. A diversidade destacada aqui será as diferenças entre os seres humanos nas questões de cor de pele, de identidade de gêneros, de necessidade educacionais especiais.
Por ser único, o indivíduo faz parte de uma sociedade e precisa inter-relacionar-se.
Na inter-relação as diferenças são percebidas e muitas vezes são tratadas como algo ruim.  E por esse motivo estabelecem comportamentos que muitas vezes prejudicam o outro, que por sua vez não está enquadrado nessa regra.
A sociedade está através movimentos sociais e da educação, procurando conviver melhor com a diversidade. Mas muito ainda tem a evoluir nesse sentido, pois ainda encontramos vários tipos de preconceitos e até de discriminação.
Preconceito e discriminação estão presentes no cotidiano de nossas sociedades.
A escola tem papel relevante no que diz a respeito de trabalhar a questão de diversidade, para formar cidadãos mais conscientes de seus direitos e de saber respeitar os direitos do outro. Saber respeitar as diferenças. A escola promove a inclusão. Pois incluir é sair da escola dos diferentes e promover a escola das diferenças ( Mantoan)


Modelos epistemológicos


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Os modelos epistemológicos e as pedagogias na prática diária da sala de aula.
Eu me identifiquei mais com o apriorismo, pois não considero o aluno como alguém sem conhecimento e que tudo que ele aprende é a escola na pessoa do professor, que ensina, mas que o aluno traz consigo algum conhecimento e a partir desse conhecimento, ao interagir com o outro e tendo um mediador, faz com que ele assimile novos conhecimentos que poderão modificar ou ampliar o que já possuía.
Em minhas aulas faço indagações para levar o aluno a chegar a alguma conclusão. Por que se eu fornecer as respostas, farei do aluno um mero reprodutor de conteúdos trabalhados em aula. Impedindo que haja uma aprendizagem significativa.
Mas fazendo com que o aluno perceba e consiga por em prática o que aprendeu, com certeza essa aprendizagem terá significados.
Confesso que gostaria de estar trabalhando o construtivismo, mas ainda encontro dificuldade em praticá-lo. Preciso de mais conhecimento a respeito do construtivismo. Saber o que é e como coloca-lo na prática com o meu aluno, articulando com o conteúdo a ser trabalhado.
Referência:
BECKER, Fernando. Educação e construção do conhecimento. Fernando Becker. 2ª ed. Porto Alegre; Penso, 2002.

Questões étnico- raciais




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As questões étnico-raciais precisam ser debatidas sempre. Questões envolvendo raça ou cor não deveriam ser motivos para desencadear tantos conflitos, atritos ou exclusões. Pois independente da cor da pele, existe um ser humano que tem sentimentos, princípios e valores. O caráter independe da cor que o indivíduo tem. Não é  a cor que faz do sujeito mais ou menos inteligente.
Em nossa primeira aula desta interdisciplina  a professora trouxe poemas e escritas de autores negros que escreveram sobre suas vivências. Contam as histórias a partir de seu contexto.
Li o livro O quarto de despejo, há alguns anos. É um livro interessante, porque a autora conta a sua história tal como ela é, sem rodeios ou com palavras que suavizam a realidade. A autora narra a sua realidade, de acordo com o seu ponto de vista.
Questões étnico-raciais vão além do que foi abordado nos livros didáticos sobre o negro e o índio nesse país. Necessita rever algumas questões no sentido da contribuição desse povo, na cultura, no modo de viver, na influência que exercem na atualidade.
O negro está presente na sociedade, lutou para isso. Lutou e continua lutando para ser reconhecido como cidadão que tem direitos de ir e vir como qualquer outro cidadão.
O índio em suas aldeias vivem a cultura, lazer e educação, trabalhando como todo o cidadão brasileiro. Nos livros didáticos são retratadas uma realidade distante da que vive o indígena atualmente. Causando assim uma confusão na aprendizagem do aluno, parecendo que existiram no passado.
O índio luta para manter sua cultura, seu povo e para viver com dignidade.
Essa interdisciplina me trouxe várias reflexões nesse sentido.

A história pode prejudicar a dignidade de um povo, quando ela é repetida várias vezes do mesmo jeito e quando omite ser contada por quem vivenciou a história de fato, por quem sentiu a realidade dessa história. 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Aprendizagem





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O ser humano vai aprendendo durante toda a vida. “Nascer e ingressar em um mundo onde se é obrigado a aprender” ( Charlot, 2000, p.84).
Nasce dependente, sozinho não sobrevive, pois precisa se alimentar, se vestir, locomover, etc. essa dependência possibilita a aprendizagem. O ser humano então vê a necessidade de aprender, mesmo que por acaso ou intencionalmente. Na aprendizagem estão envolvidas questões que parecem simples como reforço, emoção e transferência. Nas diferentes dimensões desde as filosóficas, históricas e até psicológicas fazem parte do contexto de aprendizagem.
A curiosidade como elemento importante na construção da aprendizagem faz parte do universo da criança. O educador tem o papel fundamental: instigar na criança essa curiosidade para o ato de aprender.
Nossos alunos estão sempre aptos a aprender, cabe a nós educadores saber despertar no aluno a vontade de aprender.



terça-feira, 29 de agosto de 2017

AS INTERDISCIPLINAS 2017/2: minhas expectativas em relação às interdisciplinas


            No segundo semestre deste ano teremos Psicologia II. A psicologia é sempre bem vinda, pois temos que, e precisamos compreender  melhor os nossos alunos e as pessoas com as quais convivemos no nosso cotidiano, para um relacionamento melhor. A psicologia  nos fornece suportes teóricos e práticos para que como professores possamos entender o comportamento humano e poder estar lidando melhor com o aluno.A interdisciplina sobre a educação de pessoas com necessidades especiais é parte relevante em nossa licenciatura. Há alguns anos atrás esse assunto não era abordado com muita ênfase nos bancos das universidades. Saber trabalhar com pessoas com necessidades educacionais especiais se faz necessário ,pelo fato de estarmos trabalhando em escolas de inclusão. Muitos de nós professores não nos sentimos preparados para lidar com a inclusão. Penso que será de grande auxílio essa interdisciplina em nossas vidas e  nas práticas docentes. Embora eu tenha participado de cursos de formação continuada na área da educação especial e ter feito uma pós em educação inclusiva, acredito que sempre é proveitoso estar adquirindo conhecimentos nessa área. Temos que fazer a diferença na vida escolar de nossos educandos. E de encontro ao que mencionei Boaventura afirma “ Temos o direito de ser diferente quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza , alimente ou reproduza as desigualdades”. De acordo com a fala desse autor, penso que ao trabalhar com a inclusão temos que ter a consciência de que ao invés de incluir, estar excluindo o aluno, e como isto acontece?  Acontece quando lido com ele totalmente diferente dos demais, tratando-o muitas vezes como incapaz, pessoa digna de pena e em muitos momentos menosprezando suas capacidades. Acredito que eu como professora devo direcionar meu foco para as potencialidades do meu aluno sempre o incentivando e mostrando que ele é capaz.A filosofia, uma das interdisciplinas desse semestre, é importante para o conhecimento, pois nos leva a pensar e refletir sobre vários aspectos. Nós seres humanos precisamos pensar e repensar sempre. Pensar com o auxilio de estudos filosóficos só irá enriquecer cada vez mais o nosso conhecimento.A questão étnica racial, outra interdisciplina, se faz importante para nos auxiliar em nossas aulas como professores e na  vida cotidiana, também precisamos lidar com as questões raciais, questões de preconceitos ao que é diferente do convencional, estipulado por uma sociedade que dita o que é convencional. Essa questão precisa ser discutida e rediscutida em todos os setores, sendo o principal, as salas de aula, faz parte da formação do cidadão. As minhas expectativas para o segundo semestre são muito boas, pois acredito que o Eixo 6, vai nos trazer ótimas abordagens, como vem acontecendo nos eixos anteriores. A cada semestre os nossos conhecimentos vão evoluindo.




Fim do primeiro semestre e início do segundo

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 Chegamos aofFim de um recesso que foi proveitoso para descansar a mente. Será que se descansa a mente? Mas enfim, serviu para também refletir sobre organizações para o próximo semestre, para que não me sinta tão atarefada com as atividades das interdisciplinas.
Para trás ficou o tempo que me proporcionou grandes aprendizagens que levaram a novos conhecimentos. Conhecimentos estes que com certeza já estão fazendo a diferença no meu cotidiano, tanto na vida profissional quanto na pessoal.

Síntese Reflexiva

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A cada final de semestre nos é proposto fazer uma síntese reflexiva do semestre.
A síntese é o momento em que se faz uma reflexão e se expõe na teoria todas as aprendizagens adquiridas ao longo do semestre nas interdisciplinas.
No semestre I de 2017, para fazer a síntese nos foi apresentado 3 grandes temas para ser abordado durante o desenvolvimento da escrita e dentro desses temas estavam palavras chaves para fazer parte do contexto escrito, sendo a nossa escola de atuação como foco principal.
Esta síntese para mim, foi bastante significativa, pois coloquei na teoria o que vivenciei na prática, sem deixar de lado o embasamento teórico, sugerido nas orientações para realizá-la, fornecendo assim um referencial do que eu escrevi.
Na síntese reflexiva se faz a “visualização” do que se aprendeu. Possibilita assim uma reflexão sobre o que se aprendeu e como  se desenvolve as aprendizagens.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Workshop de Avaliação

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                 No dia 25 de julho, foi o dia em apresentei mais um workshop de avaliação.
O workshop é o ponto máximo das aprendizagens, pois é onde concluímos o que aprendemos no semestre.
A avaliação tem ocorrido durante o desenvolvimento das aprendizagens nas interdisciplinas, tendo o workshop como ponto culminante das aprendizagens. De acordo com Hofmann ( 2000) a avaliação mediadora se desenvolve em benefício ao educando e dá-se fundamentalmente pela proximidade entre quem educa e quem é educado. Esse procedimento de avaliação é presente em todos os semestres cursados até aqui.
Eu como professora também faço as avaliações das aprendizagens de meus alunos, durante o decorrer das atividades propostas. É nas observações diárias que percebo o que eles estão aprendendo e o que eles precisam aprender e como aprendem. Também percebo no que devo recuar em conteúdos para resgatar alguns conteúdos em que a  aprendizagem não ficou boa.
 A cada workshop, ficam evidentes as aprendizagens adquiridas ao longo do semestre.



segunda-feira, 3 de julho de 2017

P.P.P


De acordo com a professora Ilma Passos Alencastro Veiga , o P.P.P. de uma escola nada mais é do que uma tomada de decisões democrática.
É um movimento coletivo que convoca professores e funcionários e enfim a comunidade escolar, centrado na solidariedade e deixando de lado a solidão.
Na minha escola esse mês nos reunimos para estar reformulando o P.P.P. para os próximos 3 anos. Lemos o atual, discutimos possíveis mudanças, elegemos as questões que precisam ser mudadas e as que devem permanecer, de acordo com que a comunidade escolar almeja para a escola.
A diretora disse que deixaria uma cópia do P.P.P. na sala dos professores, após as atualizações. Essa atitude é importante para que qualquer pessoa da comunidade escolar tenha acesso ao P.P.P para se informar e estiver constatando na pratica as ações do projeto.
Do projeto sai o regimento, documento muito importante, onde constam as normas, os conteúdos e matriz curricular entre outros.
A LDBEN se refere ao P.P.P. de uma escola, como documento que contem a proposta pedagógica da escola.
O P.P.P. é concebido dentro de duas perspectivas:
Técnica é mais um modismo, surge por força da lei.
Edificante é emancipador, está calcado nas finalidades da educação brasileira.
Expresso no artigo 2º da LDB, o projeto é o pleno desenvolvimento do aluno, o preparo para a cidadania exercício para o trabalho.
Então cidadania, pessoa e trabalho é o compromisso maior que o PPP pode ter.

Fundamentado na entrevista com a professora Ilma Passos Alencastro Veiga, Pós doutora em educação.

Eleições para diretores


Este assunto esteve em evidencia há alguns dias. Pois houve um impasse em que se tornou necessário discutir as eleições de diretores. Mas depois parece que ficou como estava: a comunidade escolar escolhe seus diretores através de eleições, com tudo documentado; o prefeito assina como sua indicação.
Vítor paro, professor da USP, São Paulo defende as eleições para diretor como politica de  gestão democrática , porque o diretor é escolhido pela comunidade escolar. Segundo esse autor , concurso para gestão escolar pode fazer do gestor com o passar do tempo, alguém com pouca motivação. Caindo assim a qualidade de sua gestão.
O referido autor afirma que diretor indicado pelo administrador do município, faria deste gestor alguém a seu serviço e não a serviço da escola.
Eu concordo com Paro, de o melhor e mais democrático são as eleições de diretores.

O diretor eleito pela comunidade escolar é alguém que se dispõe a representa-la e trabalhar por essa comunidade. 

Transformações na convivência

                     






                   De acordo com Maturama, ao vivermos no mundo e, portanto fazer parte dele vivendo com outros seres vivos compartilhou com eles a nossa vivência. Vamos construindo o mundo em que vivemos ao longo de nossas vidas.
  Nós somos responsáveis pela qualidade de vida que temos.
  Varela e Maturama mostram que o mundo não é pronto somos nós que o construímos ao longo de nossas vivências. Eles afirmam a importância dos nossos atos no mundo e na construção dele.
  Os efeitos de uma experiência vivida não são previsíveis. Vão de acordo com a realidade do observador.
  Depende de nossas vivências e de como nos encontramos emocionalmente.
  Muitas vezes nós dizemos que estamos num mau dia. Talvez porque algo deu errado, e não era o que se pretendia. Essas complicações também acabam mexendo com nossas estruturas em sala de aula. Tem dias que nós professores temos a impressão de que nada da certo ou que os alunos estão agitados. Na verdade o observador não se pergunta pela origem de suas habilidades cognitivas e as aceita como propriedades constitutivas suas.
  Nosso explicar tem a ver com a maneira de como nos encontramos com o outro.  Acabamos ás vezes não aceitando a posição do outro. Queremos impor a nossa e se o outro não concordar ele é contra nós.
  Na convivência com o outro, na conversação que a ação da emoção acontece. Quando a conversação muda de rumo, a nossa emoção muda. Há conversação hierárquica na base do medo e outros na base do amor. Levando isso para as relações do nosso cotidiano escolar entre professor e alunos podemos ver que as emoções influenciam nas posições em relação a aprendizagem: hora facilitando outra tornando difíceis.
  Vai depender de como lidamos com nossas emoções e com as de nossos alunos. O bom ou mau relacionamento durante as praticas pedagógicas vai depender dessas emoções.
  Ao longo da minha carreira no magistério tenho percebido a importância do saber conviver.